Todos sabiam que aquele dia chegaria.
Ela estava de branco diante do padre. O noivo, emocionado, mal conseguia falar. Aliás, o noivo não dissera uma palavra. Chorava compulsivamente feito uma criança e só balançava a cabeça quando perguntavam qualquer coisa. Ver a mulher amada de branco, com flores nas mãos também brancas e consideravelmente gélidas era algo que jamais sairia da mente do rapaz.
Mas não só o noivo estava emocionado. Todos que presenciaram a cena também saíram com os olhos umedecidos. Apesar de tudo, a noiva, tão jovem e tão inexperiente, exibia um sorriso tímido. A brancura de um anjo que foi ao encontro de outros anjos figurava soberana no meio da capela.
Parentes e amigos rezaram um Pai-Nosso e uma Ave-Maria e conduziram o cortejo até o cemitério.
Nenhum comentário:
Postar um comentário